A babaquice do dia da mulher
8/março/2010 - Postado em Miscelânea | Nenhum comentário »Em meio a um trilhão de mensagens puxa-saco no Twitter, Facebook, orkut, status do MSN/GTalk, Blogs, fui atraído por dois tweets: da minha eterna Chofa e da Nessa, repudiando o dia. A Nessa inclusive escreveu um post no seu blog sobre como ela gostaria de ser uma dona de casa. Achei uma atitude corajosa e necessária. Há espaço na sociedade para a dona de casa e para a advogada independente bem sucedida. Me fez refletir e querer escrever sobre essa babaquice que é o tal dia internacional da mulher.
Para mim, deveria ter um nome mais extenso. “Dia Internacional das Feministas Desprovidas de Auto-Estima Que Precisam Provar Que São Melhores Que Os Homens e Travestir Este Sentimento Chamando-o Erroneamente De Igualdade”. Eu acho muito engraçado essa hipocrisia de achar bonito o orgulho em ser gay, nordestino, negro e mulher. Essas mesmas pessoas acham o orgulho de ser heterossexual, sudestista, branco e homem uma atitude homofóbica, bairrista, racista e machista, respectivamente. É um pseudo-nazismo às avessas. E nada me tira da cabeça que pessoas que se orgulham de características tão irrelevantes na maioria das vezes o fazem para mascarar sua mediocridade e sua ausência de qualidades que na minha opinião realmente definem a linha que separa as pessoas boas das ruins: bondade, honestidade, sinceridade, honra, respeito, senso de coletividade, compaixão, educação, vontade de ir na contramão da sociedade e desrespeitar a lei de Gérson. Poderia passar o dia inteiro enumerando esse tipo de característica. Quem as tem e tem os orgulhos que eu já repudiei aí em cima, infelizmente deve ter algum problema de auto-estima.
Eu entendo perfeitamente que a sociedade onde vivemos tem sim vários tipos de preconceitos. E eu acho que o caminho para a extinção desses preconceitos deve começar de quem é alvo deles. Não quer ser julgado por coisas tão prosaicas como raça, opção sexual, local de nascimento ou gênero? Pare de se julgar, então. Entendo que uma certa reinvindicação tenha sido necessária no passado, mas agora é hora de deixar isso de lado e buscar a evolução por métodos mais nobres e eficazes a longo prazo.
Portanto, feliz segunda feira monótona a todos vocês que têm caráter e são realmente aptos a conviver em sociedade, independentemente da sua raça, opção sexual, local de nascimento e gênero. Nos concentremos naquilo que realmente importa.
Ah, não posso deixar de lembrá-las: quando a gente vai pagar a conta no restaurante, o que queremos dizer é “eu sou romântico e gentil”, e não “eu sou machista, ganho melhor do que você porque você é mulher e portanto devo pagar a conta. Faço isso porque quero que você arrume a minha casa no futuro”, ok?